É tudo uma questão de tempo. FILMES E SÉRIES / SOLTANDO O VERBO

Vou te contar uma história:

Quando Tim completou 21 anos, seu pai o chamou para uma conversa e lhe faz uma grande revelação: os homens de sua família são capazes de viajar no tempo. No começo, Tim não acreditou. Era absurdo demais para ser levado a sério. Uma piada, certo? Não, não era. A partir daquele momento, ele poderia reviver cada dia quantas vezes quisesse, tomar atitudes diferentes e gerar novas e melhores consequências para seus atos.

Parece história de filme, né? E é, na verdade. O nome deste filme é “Questão de Tempo” (2013).

Uma comédia leve que, ora nos faz rir, ora nos faz pensar. No começo, achei que seria um filme bem bobinho, fantasioso. Mas daí eu vi um pôster do filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” na parede do quarto de Tim e resolvi dar uma chance pro filme. Ele é surpreendentemente bom e divertido. Além de me fazer rir, ele me fez refletir: quantas vezes na vida a gente quis voltar no tempo, não é? Quantas coisas gostaríamos de ter feito diferentes? Quantas decisões que gostaríamos de ter tomado mas não o fizemos?

Ao longo da história do filme, lembrei de tantas situações e momentos que gostaria de reviver. Seja porque foi um dia especial, seja porque gostaria de mudar certas coisas. Depois, comecei a imaginar as consequências que tais acontecimentos gerariam. Algumas coisas não podem ser mudadas por nós. E morrer é a única certeza de que temos.

Quando o filme acabou é que me caiu a ficha. Nós não podemos reviver o passado nem repetir o dia de hoje. Muito menos prever o dia de amanhã. Aí deitamos a cabeça no travesseiro e começamos a pensar em todas as oportunidades que perdemos, todas as coisas que deixamos para depois e que acabaram não acontecendo. Então pegamos no sono e esquecemos isso, já que temos um longo dia pela frente.

Você abre os olhos pela manhã. Talvez o despertador acabou de soar pra te avisar que é hora de ir trabalhar. Talvez o seu corpo já teve descanso o suficiente e simplesmente despertou. Aí então você levanta da cama e segue com o seu ritual matinal de todas as manhãs. Às vezes, na pressa você nem presta muita atenção no que está fazendo e simplesmente liga o piloto automático. Pode ser que você esteja de bom humor, ou talvez esteja reclamando por prever que terá um dia cheio.

Mas espera um pouco. Antes de abrir os olhos, você estava dormindo. E só. Parece algo natural e simples. E na verdade é. Mas você já parou pra pensar que você simplesmente não tem autonomia sobre o seu sono? Sozinho, por vontade própria, você não acorda antes da hora. Em algumas vezes, você consegue recordar de um sonho que teve. Em outras, você estava tão cansado e dormiu um sono tão profundo que parece que nem dormiu tantas horas assim.

Você deve estar pensando: “Tá, Dani. Mas aonde você quer chegar com isso?”. Bem, o que eu quero dizer é que há muitos casos em que as pessoas simplesmente não acordam. Elas morrem durante o sono. E é isso. O que eu quero dizer é que cada dia é como se a gente “morresse” ao dormir e vivesse novamente ao acordar. É como se a gente renascesse todos os dias, entende?

mais-um-dia

O mais interessante é que nenhum dia é igual. Nenhuma das nossas micro-vidas de 24h é igual. Cada dia é um dia para fazermos coisas diferentes, experimentarmos coisas que não nos passavam pela cabeça. Seja comer quiabo no almoço, seja saltar de pára-quedas no fim de semana.

Nossos dias não são iguais, porém nós o tratamos como “apenas mais um”. E vivemos o dia como fizemos no dia anterior e repetiremos o mesmo erro amanhã. Assim, acabamos deixando muitas oportunidades passar porque simplesmente vemos o tempo como um todo. Você, por acaso já começou alguma coisa numa quarta-feira? Provavelmente não, né? A gente deixa todos os inícios para as segundas-feiras. Aquela dieta? Num domingo, dia de almoço com a família e aquelas sobremesas deliciosas, nem pensar! Organizar o armário? Ah, semana que vem eu vejo isso.

Aí a semana começa com todas aquelas coisas esperando pra acontecer, esperando por suas decisões e você… simplesmente odeia as segundas-feiras. Não espere o tempo passar para começar algo de bom. Não deixe pra começar a viver no mês que vem. Desligue o piloto automático e veja o dia de hoje como uma nova oportunidade de viver de novo. Olhe para os lados. Não deixe um movimento sequer passar despercebido sob seus olhos.

 


Danina

Observações

  1. Batata Unicórnio Diz: julho 11, 2015 at 4:51 pm

    Achei bem interessante esse filme, vou ver se no netflix tem pra assistir…
    Tem um filme também que é bem interessante não sei se você já assistiu chama “O doador de Memórias”, é um filme que se trata de um mundo perfeito onde não há guerras, nem sofrimento, nem inveja, cada morador tem sua tarefa/emprego destinado aos 16 anos e tal… Ai Jonas que é o personagem principal é selecionado pra ser o receptor de memórias, ele recebe as memorias indesejáveis ou não do antigo mundo que é o que a gente vive hoje, que tem guerras, sofrimento… Então ele começa a perceber que eles estão vivendo em um mundo monótono e ele tenta mudar isso mas ai dá várias tretas e tal…
    Esse filme nos faz pensar se realmente valeria a pena viver em um mundo assim …
    Assiste Daniela, depois vc me fala se você gostou! Quem sabe não te dá idéia pra escrever outro post como esse, eu gostei bastante já quero outro :)

    Xoxo :*

    • Acho que deve ter no Netflix sim! No Popcorn Time tem! :)
      Eu assisti “O Doador de Memórias” esses dias! Achei bem interessante! Lembrou um pouco o filme “Divergente”.
      Ah! Eu já tô com ideias de escrever um outro texto sobre um outro filme que, a princípio eu achei que iria ser bobo, mas me fez pensar MUUITO!

      Logo logo eu vou tentar postar sobre esse filme!

      Quero fazer um outro sobre dicas de filme, mas esse é surpresa! Tem que esperar pra ver! hihihi

      Beijocas! ;*

  2. Batata Unicórnio Diz: julho 16, 2015 at 8:06 pm

    :/ Eu fui ver se no netflix tinha pra eu assistir e não tem :(
    Fiquei bolada! :[
    Aaah é verdade meu, quando eu estava assistindo “O doador de memórias” eu até comentei com minha mãe e com meu irmão que estavam assistindo junto comigo que o filme lembrava “Divergente” …
    Quanto aos textos … vou esperar !

    Xoxo

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