Meu próprio negócio. SOLTANDO O VERBO

Qual seria o seu “emprego dos sonhos”? Você está em busca dele ou realmente o chama assim porque só conseguiria fazer isso em sonhos mesmo? Qual é o seu conceito de “impossível”?

Abrindo o meu caderno da quarta série do Ensino Fundamental (não sei de onde surgiu essa relíquia depois de tantos anos, sério mesmo), eu me deparei com um texto em que eu escrevi qual era o meu sonho ou, em outras palavras, o que eu queria ser quando crescesse. Eu tinha plena convicção de que um dia eu poderia ser tudo aquilo que eu escrevi. Aí a gente pensa: “mas claro, essa é a ingenuidade de uma criança de nove anos de idade! Ela não sabe que a vida não é esse mar de rosas!”. Mas quem disse que é impossível? Quem dera se nós ainda tivéssemos a esperança e a confiança de uma criança de nove anos. Porque na verdade, quando uns quinze anos se passam e você se depara com você mesmo no passado, você percebe que tudo o que sobrou foi medo e falta de confiança em si.

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Mas se tem uma frase que e adoro é aquele que diz: “O tolo, não sabendo que era impossível, foi lá e fez” (essa frase é atribuída a vários autores, mas descobrir exatamente quem falou não é o foco aqui). O que eu quero dizer é que nós vivemos impregnados com a ideia de que temos que nos limitar às oportunidades que estão à disposição e nunca alçar voos mais altos.

E quais são as oportunidades que estão à sua disposição? Você gosta do que faz? Acha que é “bem recompensado” pelos seus esforços? Sei que eu já levantei esses questionamentos aqui no blog outras vezes (para ler, clique aqui), mas acho válido insistir e bater numa mesma tecla várias vezes quando se trata de algo que vale a pena. Sei que eu fico dando inúmeros conselhos aqui no blog, mas se eu seguisse pelo menos um terço das coisas que eu digo eu seria mais feliz! hahaha

Sabe aquela velha história do “faça o que eu digo mas não o que eu faço”? É bem por aí, só que nesse caso é não repita o que eu fiz no passado. Ou melhor, o que eu deixei de fazer!

Lembro até hoje que eu era uma criança muito inventiva. Sempre tinha alguma ideia mirabolante na cabeça e tentava influenciar outros três primos que estão na mesma faixa etária que eu. Eles eram tão terríveis quanto eu, por isso as nossas ideias ficavam cada vez maiores e ambiciosas.

Nossos planos iam desde confeccionar instrumentos musicais com varas de bambu a juntar uma grana para construir um prédio e ganhar dinheiro com os aluguéis. É claro que nossas ideias não iam muito adiante porque logo desistíamos e começavamos a brincar de outra coisa.

Olhando pra trás eu percebi que eu perdi inúmeras possibilidades por simplesmente não valorizar minhas próprias ideias. Eu comecei a me dar conta disso quando vi a notícia de que uma empresa italiana havia desenvolvido telhas fotovoltaicas (com paineis solares para captação de energia vinda do Sol). Eu havia tido essa ideia muitos anos antes de isso vir ao mercado. Mas não registrei, não fui atrás do desenvolvimento e fabricação do produto e alguém foi lá e fez. A minha ideia era diferente das telhas do mercado atual. Provavelmente custariam mais pois teriam um trabalho de mecânica que faria com que os paineis de inclinassem de acordo com a posição do Sol. Era bem óbvio que mais cedo ou mais tarde alguém teria uma ideia semelhante. Mas eu? Eu esperei demais e perdi.

Mas gente, não tinha segredo algum no meu produto! Eu me inspirei na natureza e no movimento dos girassois. A natureza nos inspira muito a criar. Há outros casos de produtos que surgiram por inspiração na natureza, como é o caso do velcro.

Veja também 10 tecnologias que buscaram inspiração na natureza.

Como eu sou muito curiosa, sempre gostei de aprender um pouquinho de tudo. Gosto de cozinhar, de desenhar, pintar, fazer tricô e ao mesmo tempo tenho um grande interesse em música e artigos científicos sobre o comportamento humano (principalmente o comportamento irracional, em que a gente age de certa forma e nem sabe o motivo). Ao longo desses vinte e cinco anos em que eu habito o meu próprio corpo, posso dizer que eu acumulei uma quantidade interessante de conhecimentos diversos e isso só me faz querer aprender mais. No meio desse processo todo, desenvolvi algumas habilidades sem qualquer intenção futura.

Aprendi inglês por conta própria porque era apaixonada pelos Backstreet Boys quando eu tinha 8 anos de idade e ficava cantando e traduzindo as letras das músicas. Aprendi técnicas de artesanato com minha tia porque ela trabalha com isso e nas épocas em que ela tinha algum evento grande para fazer decoração, ela sempre chamava uma galera pra ajudar. Aprendi a mexer no Photoshop conversando com um ex-namorado pelo MSN Messenger (é, gente, faz tempo!) e aprendi a trabalhar em outros softwares através de tutoriais. E tudo porque eu sou curiosa demais.

Trabalhei alguns anos com a minha tia artesã, mas ao mesmo tempo fazia peças simples de tricô (que aprendi quando criança com outra tia) e vendia na escola as bijuterias que eu mesma fazia. Depois disso, fui trabalhar em agências de publicidade (porque eu tinha o conhecimento que eu adquiri quando era adolescente e não tinha nada para fazer) e depois eu fui dar aulas de inglês em uma escola de idiomas (já que desde os meus oito anos de idade eu vinha praticando sem qualquer intenção séria).

Hoje eu tenho o meu escritório em um centro cultural na minha cidade. Aqui eu atendo os meus clientes que precisam de algum material gráfico e também dou aulas de inglês. De quebra, estou fazendo aulas de técnica vocal e logo logo quero começar aulas de algum instrumento. Ah, por falar em oportunidades que eu deixo passar, como eu havia citado no início no texto, no meu aniversário de oito anos eu ganhei um CD dos Backstreet Boys e um violão (que eu tanto incomodei o meu pai para ganhar). Com o CD eu comecei a aprender uma língua estrangeira. Mas o violão… eu nunca fiz aula e ele está no meu quarto, servindo de decoração há quase DEZOITO ANOS!


Neste vídeo eu conto um pouco sobre como eu comecei meu próprio negócio e tudo o que aconteceu nesse meio tempo!

Por isso, o meu conselho para vocês é que sempre busquem algo mais e não desistam das suas ideias simplesmente por… preguiça. Não sei se hoje eu estaria rica se tivesse levado adiante cada uma das minhas ideias mirabolantes. Mas tenho a certeza absoluta de que eu teria aprendido muitas coisas e teria uma grande bagagem de experiências e momentos divertidos. Tenham as convicções e a confiança de uma criança de nove anos de idade!

Tomando conta “do meu próprio nariz”, eu aprendi que é muito fácil ser um empregado em alguma empresa e ter a certeza de receber um salário todo mês. Mas também percebi que eu posso ganhar muito mais se eu for meu próprio chefe. É claro que isso exige um trabalho dobrado, mas os resultados são gratificantes!

E você? Já pensou em começar o seu próprio negócio? Conta pra gente aqui nos comentários!

Beijocas!


Danina

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