What now? – O que fazer quando você não sabe o que fazer. Parte I. SOLTANDO O VERBO

No meu último ano na escola, as perguntas mais frequentes para os estudantes eram “O que você vai fazer no próximo ano?” e “Você já escolheu um curso?”. E estas coisas ficaram martelando minha cabeça por um período de tempo razoável. Alguns dos meus colegas já sabiam qual carreira eles queriam seguir e ficar para o resto de suas vidas. Alguns deles queriam ser médicos, outros engenheiros, e eu … Espera, e quanto a mim? Eu sempre me senti como um peixe fora d’água neste assunto. A idéia de ter a mesma profissão para o resto da minha vida foi algo que me assustava pra caramba. Eu nunca me imaginei fazendo apenas uma coisa, todos os dias, oito horas por dia, durante anos e anos até que eu estivesse com idade suficiente para me aposentar. De jeito nenhum! Essa não é a minha praia.

In my last school year, the most asked questions to the students were “What are you going to do next year?” and “Have you already chosen a course?”. And these things kept on hammering my head for a reasonable amount of time. Some of my classmates already knew what career they wanted to pursue and stay for the rest of their lives. Some of them wanted to be doctors, others engineers, and I… Wait, what about me? I’ve always felt like a fish out of my bowl on this subject. The idea of having the same occupation for the rest of my life was something that scared the crap out of me. I have never imagined myself doing just one thing, everyday, eight hours a day, for years and years until I’ve gotten old enough to retire. Hell no! That’s not my business.

 

Às vezes eu digo que eu sou um alienígena que caiu da nave espacial quando era um bebê, aqui mesmo na Terra. É porque muitas vezes eu sinto que não pertenço aqui, onde a maioria das pessoas investem a maior parte de sua existência fazendo uma coisa específica. Eu sei, algumas pessoas simplesmente amam o que fazem e não se incomodam fazê-lo para sempre. E isso me faz pensar, será que eu sou tão errada para discordar da idéia de escolher apenas um caminho?

Sometimes I say that I am an alien that fell from the spaceship when I was a baby, right here on Earth. It’s because I often feel I don’t belong here, where most people invest the most part of their existence doing one specific thing. I know, some people just love what they do and don’t bother doing it for life. And this makes me wonder, am I so wrong for disagreeing with the idea of choosing just one path?

 

Como o meu tempo na escola estava se esgotando, eu senti que deveria ir para a universidade no ano seguinte, de qualquer forma. Apesar de não saber o que fazer, eu não poderia simplesmente tirar um ano para relaxar e pensar sobre meu futuro. Eu sempre fui uma boa aluna e nunca peguei recuperação, então, na minha cabeça, eu não podia conceber a ideia de mudar meu caminho. E que ideia ridícula!

As my time in school was running out, I felt like I had to go to university the following year, no matter what. In spite of not knowing what to do, I couldn’t just take a year off to chill out and think about my future. I have always been a good student and never had to go to summer school so, in my mind, I couldn’t conceive the idea of changing my path. What a tremendously ridiculous idea!

 

Minha mãe sempre quis que eu fosse professora, porque ela achava que assim eu sempre teria um emprego. Ela estava certa de alguma forma, mas não era o que eu pretendia fazer. Para não dizer que ela quase me forçou a escolher entre os cursos que iria me conceder uma licenciatura, devo te dizer que ela foi muito assertiva na decisão dela. Sim, decisão DELA. Eu já tinha começado a preencher o formulário do vestibular e tinha apenas alguns minutos para decidir sobre o curso.

My mom always wanted me to be a teacher because she thought that this way I would always have a job. She was right somehow, but it was not what I intended to to. Not to say she almost forced me to choose among the courses that would grant me a licentiate degree, I must tell you she was pretty assertive on HER decision. Yes, her decision. I had already started filling the application form and had just some minutes to decide about the course.

 

Eu pensei “Então, eu vou ser professora de …”. Não, nenhum curso de Química disponível. Vamos escolher outro. Biologia, apenas durante a tarde. Eu não poderia ter um emprego. Eu tenho que escolher entre Matemática, Física, Letras, Educação Física e História. Vamos aos números, porque eu não sou boa com memorização de dados ou praticar esportes. É difícil decidir entre Matemática e Física, eu gosto das duas matérias. Ok, matemática, então.

I thought “So, I’m gonna be a teacher of…”. No, no Chemistry course available. Let’s choose another. Biology, only during the afternoon. I wouldn’t be able to have a job. I have to choose between Math, Physics, Languages, Physical Education and History. Let’s go to the numbers because I’m not good with memorizing data or playing sports, at all. It’s hard to decide between Math and Physics, I like both subjects. Ok, Math, then.

 

Oh, eu esqueci de mencionar que a essa altura eu tinha feito a prova de outro vestibular. Foi onde minha irmã estava estudando Letras. Adivinha o curso que eu tinha que escolher? Sim, Letras. Eu não queria estudar lá. Tinha muito… concreto. Eu queria estudar em um lugar com muita natureza, em algum lugar que iria me lembrar da escola onde eu tinha estudado basicamente toda a minha vida até então. Então, o que eu fiz? Eu menti. Eu disse a meus pais que eu tinha rodado na prova, para que eu pudesse me candidatar para a outra universidade – aquela que eu estava te falando, que tem um monte de natureza entre os edifícios e todos os tipos de animais (de gatos a lagartos) vagando por lá. Mas a verdade era que eu passei no vestibular. Em segundo lugar. A segunda nota mais alta de todas as pessoas que queriam começar o curso de Letras. E eu não queria. Quando contei aos meus pais o que tinha realmente acontecido, eu não sabia dizer se eles estavam felizes ou bravos comigo. Eu nem sequer perguntei.

Oh, I forgot to mention that by that moment I had taken another university entrance exam. It was where my sister was studying Languages. Guess the course I had to apply for? Yes, Languages. I didn’t want to study there. There was too much… concrete. I wanted to study in a place with a lot of nature, somewhere that would remind me of the school where I had studied for basically my whole life until then. So, what did I do? I lied. I told my parents I had failed the exam, so I could apply for the other university – the one I was telling you about, which has a lot of nature between the buildings and all kinds of animals (from cats to lizards) wandering around. But the truth was that I passed the exam. In the second place. The second highest note from all the people that wanted to start the Languages course. And I didn’t. When I told my parents what had actually happened, I couldn’t tell if they were happy or mad at me. I didn’t even ask, though.

 

Bem, tem uma longa história depois disso. Eu só fiquei por dois semestres estudando matemática. Não era para mim, sabe? Mas eu chorei um monte por ter gasto o dinheiro dos meus pais. Pelo menos eu aprendi Matemática Financeira seu usar a calculadora. Quando deixei o curso e queria escolher outro, eu estava em dúvida entre Publicidade e Propaganda e Engenharia de Alimentos. Eu gostava muito das duas coisas. Eu sempre tive essa coisa artística. Mas, por outro lado, eu sempre quis desenvolver algum tipo de comida que poderia armazenar por longos períodos de tempo. Alimentos que só precisaríamos hidratar pra comer. PS: Não me deixe esquecer de falar sobre como os filmes que eu assistia quando criança influenciaram minhas decisões como adulta.

Well, there is a long story after this. I only stayed for two semesters studying Math. It wasn’t for me, you know? But I cried a lot for having wasted my parents’ money. At least I learned Financial Math without using the calculator. When I left the course and wanted to choose another, I was in doubt between Publicity & Advertising and Food Engineering. I liked A LOT both things. I always had this artsy thing. But, on the other hand, I always wanted to develop some kind of food that we could store for long periods of time. Food that we should only hydrate to eat it. P.S.: Don’t let me forget to tell you about how the movies I watched as a kid influenced my decisions as an adult.

 

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Danina

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